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BR: 364: olhar adiante para nunca mais esquecermos de cuidar do presente

Por Edinei Muniz (**)

EdineiA leitura dos documentos do TCU, e outros, revelam a natureza óbvia da tragédia: construíram a BR-364 ao arrepio ( e que arrepio) da lei e da boa técnica. Um escárnio, denunciado ao vivo, em tempo real, mas sem efeito e sem ressonância, também em tempo real, no tocante ao controle das irregularidades apresentadas ao longo do desastrado período de execução. Reflexo da incapacidade do Acrede monitorar o presente, seja por intermédio das instituições de controle, seja pelo próprio povo, que é a maior das suas instituições.

Do ponto de vista técnico, em especial, no tocante à engenharia, fizeram tudo, como se diz no popular, na "tora", no jeitinho, na marra, na gambiarra, como se estivessem construindo um ramalzinho qualquer. Coisas que só a certeza da impunidade e a loucura sem freio pelo poder a qualquer custo poderiam produzir. Ignoraram o TCU, PF, MPF e princípios elementares da engenharia.

O que vivemos, talvez seja muito mais um escândalo relacionado a descasos técnicos (e de fiscalização e acompanhamento) do que corrupção propriamente, apesar de existirem, óbvio, centenas de indícios apontando nessa direção. Ou talvez, o que seria impagável, tudo tenha ocorrido de caso pensado, uma coisa puxando a outra. Prefiro não acusar.

É fato que as empresas faziam o que bem queriam e do jeito que queriam. Claro, à vontade, qualquer empreiteira escolherá o caminho mais curto entre lucros e custos. Afinal, é do que vivem.

É duro reconhecer, mas esse leite, tudo indica, já está derramado e a única Justiça que parece ser possível é mesmo vigiar o futuro para que não estejamos repetindo, pelo menos no mesmo nível, os erros do passado.

O DNIT, que carrega nas costas uma culpa talvez até maior que a do Deracre, anda dizendo que irá iniciar a recuperação. Que venha. Mas que venha agora com seriedade, probidade e zelo. Será fiscalizado com o rigor e com a responsabilidade de quem assume o compromisso de mudar essa sequência de desmandos.

E o que faremos com o passado, diante da demanda reprimida por JUSTIÇA? Aprenderemos com ele e tentaremos responsabilizar e punir o que ainda for possível. Olhar para o futuro sem compromisso com os erros do passado é a melhor forma de fazer justiça ao tempo presente que vivemos. Nas urnas, responderemos.

Como disse Juscelino Kubitschek ao idealizar a BR, precisamos de homens de coragem para construí-la. Ao povo, só resta agora escolher bem esses novos homens.

Sigamos...

(**) Edinei Muniz é advogado

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