• Facebook DiretoDoPlanalto
  • Twitter DiretoDoPlanalto
  • GooglePlus

Farpas contra o relator sinalizam absolvição de Temer

BBCfEFpEncerrada mais uma sessão nesta quarta-feira, o julgamento da chapa Dilma-Temerno Tribunal Superior Eleitoral caminha para uma absolvição do atual presidente. Antes mesmo do fim do processo, quatro dos sete ministros já demonstraram que questionarão o voto do relator Herman Benjamin, que deve pedir a punição máxima ao mandatário e luta para que os depoimentos que são desdobramentos da Operação Lava Jato, como os dos executivos da Odebrecht, sejam levados em conta no veredito. Se antes do julgamento já se especulava quem votaria para salvar o mandato de Temer, o duelo de egos da maratona jurídica só consolidou as apostas. Os que tentaram encurralar o relator até agora foram: Gilmar Mendes, presidente da Corte e amigo do presidente, Napoleão Nunes Maia, ministro do Supremo Tribunal de Justiça e citado na delação da gigante de carnes JBS, e Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira, ambos representantes da advocacia e recém efetivados no tribunal por indicação do Planalto.

Mendes, que também é ministro no Supremo Tribunal Federal, e Maia provocaram Benjamin em várias ocasiões nesta quarta-feira. Enquanto Gonzaga e Vieira também demonstraram ser contrários a vários trechos do voto preliminar apresentado pelo relator.

O segundo dia de julgamento, iniciado às 9h, se resumiu à discussão da principal contestação apresentada tanto pela defesa de Dilma Rousseff quanto pela de Michel Temer: a de que fatos relacionados com aholdingOdebrecht não deveriam estar no processo. O argumento deles é que a petição inicial da investigação da chapa, feita pelo PSDB e sua coligação em 2014, a Muda Brasil, não citavam a empreiteira e foram adicionados no decorrer do processo. Além disso, justificam os defensores, o depoimento dos executivos Marcelo Odebrecht e Cláudio Melo Filho, ouvidos pelo TSE, só foram pedidos após o vazamento nos jornais da delação de Melo Filho. Os dois executivos e o marqueteiro de Rousseff em 2014, João Santana e sua mulher, Mônica Moura, confirmaram pagamentos da construtora, via caixa dois, para a campanha petista/peemedebista de 2014. Se a defesa conseguisse derrubar esses depoimentos, as acusações se enfraqueceriam.

COMENTÁRIOS

Informamos aos nossos leitores que o Portal Direto do Planalto não se responsabiliza pelas consequências jurídicas sobre as opiniões divulgadas nos campos de comentários, e que as postagens de conteúdo ofensivas serão excluídas do portal.

VEJA TAMBÉM

DIRETO DO PLANALTO
WWW.DIRETODOPLANALTO.COM


Direto do Planalto é uma publicação de MMPL Consultoria, Marketing e Divulgação
Diretor Responsável - Mariano Maciel (Reg. Prof. 005/DRT-AC)
Artigos e matérias assinados são de responsabilidade de seus autores
Fale conosco: (diretodoplanalto2015@gmail.com)

Permitida a reprodução com citação da fonte. © 2014 - 2016  Direto Do Planalto.